Você escreveu um e-mail em inglês e não sabe se ele soa britânico, se tem palavras que enganam brasileiros ou se está difícil de ler. Reler sozinho nem sempre mostra os problemas. O analisador do Surbew London foi feito para isso: você cola o texto, e ele marca o que merece atenção e explica por quê. Neste guia, a Equipe Surbew London mostra a ferramenta passo a passo, explica cada marcação e diz o que ela não faz.
A ferramenta fica em /analisador/. Você pode abrir o endereço em outra aba e acompanhar este guia ao lado.
O que o analisador faz, em uma frase
Ele lê um texto em inglês e procura quatro tipos de coisa: diferenças entre inglês britânico e americano, falsos cognatos para brasileiros, o nível do vocabulário e a legibilidade do texto. Depois mostra o resultado com marcações dentro do próprio texto, um painel de resumo e uma lista de todos os achados.
Ele é uma ferramenta de apoio ao estudo. Não é um professor, não corrige prova e não substitui a sua leitura crítica. Falaremos dos limites mais adiante.
Privacidade: o texto fica no seu computador
Esta é a primeira dúvida de quem cola um e-mail de trabalho ou um texto pessoal. A análise roda no seu navegador. O texto não é enviado para um servidor e não sai do seu computador. Isso significa que você pode analisar um texto sem se preocupar com quem vai ler.
Em termos simples: o navegador (Chrome, Edge, Firefox, Safari) executa o programa que está na página. O programa trabalha com o texto que está na tela e entrega o resultado na mesma tela.
Existe uma função opcional de salvar a última análise no navegador. Ela guarda o resultado só no seu aparelho, e você pode apagar quando quiser. Veremos essa parte na seção sobre salvar e apagar.
Passo 1: colocar o texto
Você tem duas formas de entregar um texto à ferramenta.
Colar o texto
Copie o texto de onde ele estiver (um e-mail, um documento, uma notícia) e cole na caixa de texto da página.
Abrir um arquivo .txt
Se o texto está salvo em um arquivo de texto simples com a extensão .txt, use a opção de abrir arquivo e escolha-o no seu computador. O conteúdo aparece na caixa, e o arquivo continua só no seu aparelho.
Limite de tamanho
O analisador aceita textos de até cerca de 5.000 palavras. Isso é bastante: dá para analisar um artigo longo ou vários e-mails juntos. Se passar do limite, a ferramenta avisa que o texto está grande demais. Nesse caso, divida em partes e analise uma de cada vez.
Os botões “Usar um exemplo” e “Limpar”
- Usar um exemplo preenche a caixa com um texto de demonstração. É a melhor forma de conhecer a ferramenta sem precisar de um texto seu. Recomendamos começar por ele.
- Limpar apaga o texto da caixa e o resultado atual da tela, para você começar de novo.
Passo 2: os avisos antes da análise
A ferramenta checa o texto antes de analisar e avisa nos seguintes casos:
- Texto vazio. Se a caixa está vazia, não há o que analisar.
- Texto em português. O analisador foi feito para textos em inglês. Se perceber que o texto está em português, ele avisa. Um texto em português ficaria cheio de marcações sem sentido, por isso o aviso poupa confusão.
- Texto grande demais. Passou do limite de palavras, a ferramenta pede que você reduza.
Texto com uma mistura de português e inglês, como um parágrafo em inglês dentro de um e-mail em português, pode confundir a detecção. Se isso acontecer, cole apenas a parte em inglês.
Passo 3: ler o resultado
Depois da análise, a página mostra três coisas: o texto com marcações, um painel de resumo e a lista de achados. Cada uma serve a um propósito.
O texto com marcações
Seu texto aparece com trechos destacados. Cada destaque tem um estilo de sublinhado e um ícone. A ideia é que você não dependa só da cor: quem tem dificuldade para distinguir cores, ou quem imprime em preto e branco, consegue separar os tipos pelo desenho do sublinhado e pelo símbolo. A legenda na própria tela mostra qual estilo e qual ícone pertencem a cada tipo de achado.
O painel de resumo
O painel reúne números e uma visão geral do texto: quantos achados de cada tipo, como o vocabulário se distribui e como está a legibilidade. Use o painel para ter uma primeira impressão antes de entrar nos detalhes.
Os filtros por tipo de achado
Com muitas marcações, o texto fica poluído. Os filtros deixam você ver só um tipo de cada vez. Por exemplo, se hoje você quer estudar apenas falsos cognatos, ative só esse filtro. As outras marcações saem de cena e o texto fica mais limpo.
Clicar num destaque
Ao clicar em um trecho destacado, aparece uma explicação. Ela diz o que o analisador encontrou, por que isso importa e, quando faz sentido, o que fazer. Muitas explicações trazem um link para o artigo do site sobre aquele assunto. Assim você sai da marcação e vai direto ao texto que explica a regra com calma.
A lista em texto de todos os achados
Além das marcações dentro do texto, existe uma lista em texto com todos os achados. Ela é útil por três motivos: ajuda quem usa leitor de tela, permite ver tudo de uma vez sem rolar o texto, e facilita copiar ou conferir um a um.
As quatro análises, uma por uma
1. Britânico x americano
Esta análise procura diferenças entre as duas variedades do inglês, em dois grupos:
- Grafia, como colour e color, ou organise e organize (o par terminado em -ise e -ize).
- Vocabulário, como flat e apartment, ou lift e elevator.
Quando o texto usa uma forma americana, o analisador sugere a forma britânica. Por exemplo, se você escreveu color, ele aponta colour. Atenção a duas coisas:
- Sugerir a forma britânica não quer dizer que a americana está errada. Quer dizer apenas que, se você quer um texto britânico, ali há uma mudança possível.
- Em -ise e -ize, muitas publicações britânicas usam -ise, e outras usam -ize. Por isso o assunto tem um artigo próprio: -ise ou -ize.
Para entender as regras, leia grafia britânica e vocabulário britânico e americano.
2. Falsos cognatos para brasileiros
Falso cognato é uma palavra do inglês que se parece com uma palavra do português, mas tem outro sentido. O exemplo clássico é actually, que parece “atualmente” e quer dizer “na verdade”. Outros exemplos: pretend (fingir, e não pretender), push (empurrar, e não puxar) e college (faculdade ou instituição de ensino, e não colégio no sentido brasileiro).
O analisador marca essas palavras no seu texto e mostra o sentido correto. Isso ajuda de dois jeitos. Se o texto é seu, você descobre se usou a palavra com o sentido que queria. Se o texto é de outra pessoa, você evita entender o contrário.
Há um cuidado importante: uma palavra pode ser falso cognato em um contexto e cognato verdadeiro em outro. A marcação é um alerta para você conferir, não uma sentença de erro. Se você escreveu actually querendo dizer “na verdade”, está tudo certo. A explicação serve para o caso de você ter pensado em “atualmente”.
Para ver a lista completa, leia falsos cognatos: lista.
3. Nível do vocabulário
Aqui o analisador classifica as palavras do texto em faixas de frequência: comuns, médias e raras. Uma palavra comum aparece muito no inglês de todo dia. Uma palavra rara aparece pouco.
Isso dá uma estimativa da dificuldade do vocabulário do texto. Dois pontos precisam ficar claros:
- Não é um nível CEFR oficial. O CEFR (A1, A2, B1, B2, C1, C2) é uma escala usada para descrever níveis de domínio de uma língua. O analisador não atribui esses níveis. Ele só mostra a frequência das palavras, e isso é apenas um sinal.
- Palavra rara não é palavra difícil, e palavra comum não é palavra fácil. Uma palavra técnica da sua área pode ser rara na língua geral e, mesmo assim, ser algo que você usa todo dia. E uma palavra comum pode ter sentidos difíceis em certas expressões.
Use essa análise para escolher o que estudar. As palavras de frequência média costumam ser as mais úteis para quem está subindo de nível, porque você provavelmente já viu algumas e precisa fixá-las.
4. Legibilidade
Esta análise olha para a forma do texto, e não para o vocabulário. Ela inclui:
- Índice Flesch Reading Ease. É uma fórmula clássica que estima a facilidade de leitura com base no tamanho das frases e das palavras. Em geral, quanto maior o número, mais fácil de ler. É uma medida criada para o inglês e serve como indicação, não como sentença.
- Frases longas. O analisador marca frases extensas, que costumam cansar o leitor. Frases curtas são mais fáceis de acompanhar.
- Repetições. Palavras repetidas muito próximas umas das outras podem soar pobres. O analisador mostra onde isso acontece.
- Contrações. Formas como don’t, it’s e I’m. Elas deixam o texto mais informal.
- Formalidade. Um conjunto de sinais, como contrações e escolhas de palavras, que indica se o texto soa mais formal ou mais informal.
Um texto com muitas contrações e frases curtas tende a soar informal. Um texto sem contrações e com frases longas tende a soar formal. Nenhum dos dois é “melhor”: depende de quem vai ler. Para escrever com o tom certo, veja como soar educado por escrito e e-mail formal em inglês britânico.
Passo 4: o botão “Aplicar grafia britânica”
Esse botão gera uma versão revisada do seu texto, trocando as grafias americanas pelas britânicas. Você pode copiar essa versão e usá-la.
Mas leia isto antes de usar: você deve revisar o resultado. O botão aplica trocas automáticas, e trocas automáticas podem errar. Alguns exemplos de cuidado:
- Nomes próprios e marcas. Se o texto fala de uma empresa americana, o nome dela não deve mudar.
- Citações. Se você está reproduzindo a fala de alguém, mexer na grafia muda a citação.
- Termos técnicos que têm grafia fixa.
- Palavras que existem nas duas variedades com sentidos diferentes.
Leia a versão revisada com calma, compare com o original e só então copie. Se algo não fizer sentido, volte ao texto original.
Passo 5: copiar relatório e imprimir
Além do resultado na tela, há dois botões de saída:
- Copiar relatório copia um resumo da análise, com os achados em forma de texto, para você colar onde quiser: um documento, uma anotação, um e-mail para o professor.
- Imprimir abre a impressão do navegador. Como as marcações usam estilos de sublinhado e ícones, e não apenas cores, o resultado continua legível mesmo em impressora preto e branco.
Um bom uso: imprima o resultado de um texto seu e estude as marcações com caneta na mão.
Salvar e apagar a análise
A ferramenta pode salvar a última análise no navegador. É opcional. Quando você salva, o resultado fica guardado só no seu aparelho, naquele navegador, e você consegue voltar a ele depois.
Para remover, use o botão Apagar análise salva. Ele limpa o que foi guardado. Se você usa um computador compartilhado, apague antes de sair.
Duas observações simples:
- A análise salva fica em um navegador e em um aparelho. Se você abrir o site em outro navegador ou outro computador, ela não estará lá.
- Se você limpar os dados do navegador, a análise salva também some.
Como interpretar os achados com bom senso
Um analisador automático faz perguntas simples e rápidas sobre o texto. Ele não entende o contexto como uma pessoa. Por isso:
- Nem todo achado é um erro. Muitos são só pontos de atenção.
- Pode haver falsos alertas. O analisador pode marcar uma palavra que, no seu contexto, está correta.
- Pode haver coisas que ele não vê. Erros de gramática, de sentido, de pontuação ou de estilo não estão no escopo. O texto pode ter problemas e ainda assim vir limpo.
- Ele não avalia o conteúdo. Não diz se suas ideias são boas ou se o texto convence.
A melhor atitude é tratar o resultado como uma lista de perguntas: “Será que eu quis dizer isso?”, “Será que quero uma grafia britânica aqui?”, “Essa frase não está longa demais?”. Quem responde é você.
Um roteiro de uso em dez minutos
Se você nunca usou a ferramenta, siga este roteiro:
- Abra o analisador e clique em Usar um exemplo.
- Leia o painel de resumo e observe quantos achados aparecem.
- Ative um filtro de cada vez. Comece por britânico x americano.
- Clique em três destaques e leia as explicações. Siga um dos links para um artigo.
- Passe para falsos cognatos e repita.
- Olhe a legibilidade: o Flesch, as frases longas e a formalidade.
- Leia a lista em texto de todos os achados.
- Clique em Limpar.
- Cole um texto seu, de até cerca de 5.000 palavras, e repita o processo.
- Se quiser guardar, salve a análise. Depois, se não precisar mais, apague.
Problemas comuns e soluções
A ferramenta disse que o texto está em português. Cole apenas a parte em inglês. Se o texto tem trechos em português, remova-os.
Quase nada foi marcado. Pode ser que o texto esteja limpo naquilo que a ferramenta procura. Lembre que ela cobre quatro análises, e não tudo.
Muitas marcações ao mesmo tempo. Use os filtros por tipo. Estude um tipo de cada vez.
A versão com grafia britânica trocou algo que eu não queria. Compare com o original e desfaça a troca na sua cópia. É por isso que a revisão é parte do processo.
Meu arquivo não abre.
A ferramenta lê arquivos .txt. Se o seu texto está em outro formato, copie o conteúdo e cole na caixa.
O que o analisador não faz
Para evitar expectativa errada, aqui vai uma lista honesta:
- Não corrige a gramática do texto inteiro.
- Não atribui nível CEFR oficial.
- Não prevê nota de prova.
- Não envia seu texto para ninguém.
- Não substitui um professor ou um dicionário.
- Não garante que a versão com grafia britânica esteja pronta para uso: ela precisa da sua revisão.
Próximos passos
Agora que você conhece a ferramenta, o próximo passo é usá-la como parte de uma rotina de estudo. O guia como estudar com textos reais mostra um método para isso, com notícias, e-mails e legendas. Para entender o que está por trás das marcações, comece pela visão geral das diferenças entre inglês britânico e americano.
Onde conferir
Quando uma marcação gerar dúvida, confirme em um dicionário. Os dicionários Cambridge Dictionary (dictionary.cambridge.org), Oxford Learner’s Dictionaries (oxfordlearnersdictionaries.com) e Merriam-Webster (merriam-webster.com) mostram o sentido, o exemplo de uso e, em muitos casos, a diferença entre o uso britânico e o americano. Eles são as referências do site para as explicações.




